sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Sabiá.

            Hoje ao amanhecer indo para a Missa das 06:30 encontro inúmeras pessoas gritando e incentivando uma briga entre duas mulheres, era o resultado da primeira noite de folia, como Cristão deveria ter parado e acalmar aquela multidão, porém o compromisso com a Missa me esperava, as pessoas e a liturgia esperavam por mim, e então segui para o compromisso. No início fiquei pensativo se minha ação era a correta e até cheguei cheguei a me cobrar. Ao chegar a Matriz, no meu lugar lá no alto observei uma Sabiá dentro da Igreja, já com a cabeça despenada de tanto tentar sair pelos vitrores onde a luz lhe atraía porem os vidros não a deixavam passar, ela não sabia sair pelas  portas da Igreja e quando cansava de se debater pelos vitrores pousava nas pilastras para descançar. O Padre celebrava, eu tocava e a Sabiá voava até que lá próximo ao altar no último dos vitrores havia uma pequena abertura, estreita o suficiente para ela passar e voltar para seu habitat. O que levava toda aquela gente naquela hora da manhã gerar violência e agitação era os caminhos que não são de Deus, aquela fresta no basculante entre aberto sendo último de muitos totalmente fechados, é o caminho de Deus. Moisés abriu o mar para o povo passar, o caminho num todo era largo, mas pela multidão que ali passaria em rumo ao livramento tornava-se tão estreito quanto a fresta em que se livrou  a Sabiá. Amém!

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